Conto de
Verão
SOMBRAS DA VIDA.
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Bem tranquilo e
sereno, passos lentos na terra quente. Movimentos leves um olhar atento
observador. Num momento repentino ver-se ali refletido como num espelho
enrustido que surgira do acaso. Olha lentamente o reflexo, busca traços e
aparências, cruza semelhanças de alguém. E durante um tempo admira aquele vulto
perfeito, respira profundo engole a seco, cinge a testa. O pensamento distante
vagueia por um passado que faz lembranças voltarem e ainda em silêncio recorda
as horas de glórias, lutas, brigas e vitórias que na vida acontecera. Num
súbito ele retorna. Ver a imagem tremula
que se aprofundo e depois retorna, dança e se contorce em um gingado perfeito
de bailarino em ação. Emergida em seu espaço e rodeada de laminas de cristais
reproduzida pelos raios de luz que formam estrelas de magia, confundem sua fantasia com um céu feito ao
contrário. Uma nuvem apresada corta a sombra refletida de mansinho mais vai
embora ligeira. Ee ali na mesma postura,
mira e fita novamente. Agora noutra viagem o coração pulsa forte. Seus olhos se
afundam em outro sonho distante, como um sábio navegante que risca os mares e
rios um amante em pleno outono que se deslumbra com a relva. Foge do presente e flutua no futuro, um
paraiso em encantos, a plena felicidade. No entanto não percebe que os minutos
vão voando e as horas se passando como a brisa e o vento frio. De repente ele
retorna com um sussurro ao seu ouvido que clama:
– Vamos; a tarde já cai, o caminho é longo e
outros poços virão...
15/01/2015

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